terça-feira, 19 de março de 2013

Arquitetura Parasita

Se formos considerar pelo nome, a principio estranhamos já que a definição de parasita não é tão agradável não é mesmo?
(1 ser vivo que se alimenta de outro
2 pessoa que vive à custa de outras)
Porém, se olharmos de uma maneira diferente, parasita pode se tornar maneira de inovar, criar, e vivenciar novas experiências. 

"Arquitetura parasita pode ser definida como uma forma adaptável e exploradora da arquitetura que se associa a espaços existentes para retirar seus meios de existência. A Arquitetura Parasita pode ser pensada como estruturas fixas, flexíveis ou temporárias que alimentam de uma infra-estrutura e construções existentes. O parasita pode usar a estrutura existente para seu próprio fim, mas também pode ser considerado como uma intervenção que transforma a forma construída. Desta maneira, a construção parasita pode reconfigurar ou redefinir um espaço existente potencializando ou requalificando seu uso e ocupação. "
(http://www.labg2013-1.blogspot.com.br/)

E com essa definição, passei a andar pela cidade de Belo Horizonte, com um olhar de curiosidade, sim! CURIOSIDADE, procurando um local, que para mim, fosse necessário uma intervenção para otimizar o espaço para as pessoas que o utilizam, assim, encontrei um ponto na cidade, que poderia ser utilizado de uma maneira mais proveitosa.

Centro Universitário de Belo Horizonte - UNIBH/ Estoril
A faculdade! Esse local, onde passarei meus próximos quatro anos, poderia ter muito mais a nos oferecer, se seus espaços fossem otimizados para os alunos que o frequentam, pensando assim, criei um espaço de convivência para os alunos, um ambiente simples, que ficaria unido ao prédio na parte de trás, onde possui uma ampla área verde.

Área de convivência - Fachada.

O projeto possui duas laterais abertas, a parte inferior e a posterior, o que facilita assim a circulação de ar, e torna o ambiente agradável, na parte de trás, uma persiana de madeira, que possibilita diminuir o vento em dias  mais frios, o lado direito, é onde ele se acopla ao prédio, sendo assim, a parede do prédio se torna a parede da área de convivência.


Corte 

Planta

A estrutura é simples, feita de concreto, e o acabamento do chão feito em madeira, assim como o banco e a bancada que suporta livros, filtro, e o que mais fosse necessário para criar um ambiente favorável para um grupo de estudantes.




sábado, 9 de março de 2013

Uma coisa significa outra coisa quando muda de lugar?

Bom, se consideramos o meu artista favorito, com certeza respondo NÃO!
Por mais que a pesquisa em grupo tenha sido sobre ele, a minha admiração por sua quase loucura, não me permitiu responder sem ser com base em suas obras.

Bas Jan Ader.
ou simplesmente Jan, utiliza em todas as suas performances o corpo, sim, o seu corpo, colocando-o sempre ao limite da existência humana.
Tombos, lágrimas e muitas expressões definem sua pequena obra. E com base nisso, que respondo a pergunta, NÃO, uma coisa não significa outra coisa quando se muda de lugar, o corpo de Jan, mesmo sendo colocado aos limites expostos por ele, continuava sendo seu corpo... Bom talvez com alguns arranhões e alguns machucados a mais, porém, o significado que ele passou em todas as suas obras foi o mesmo,  o corpo é tão limitado que independe de situação sempre teremos um ponto de extremidade que não podemos suportar.




Bem, o vídeo  representa bem esse limite do corpo, quando ele não consegue mais se equilibrar a acaba caindo sobre o cavelete em meio aos arbustos.

Jan pra mim foi um gênio, pois de maneira simples, ele passou com clareza tudo que ele tinha em mente em relação a fragilidade do corpo humano.

quinta-feira, 7 de março de 2013

BAS JAN ADER, DIMENSÕES DO MAR DO EU-CORPO AO OUTRO-CORPO

                              BAS JAN ADER



Procura-se! O artista foi visto pela ultima vez em 1975, quando partiu para atravessar o atlântico dentro do que teria sido o menor veleiro do mundo a cruzar o oceano.

Brincadeiras a parte, Bas Jan Ader é Holandês e se aventurou no oceano Atlântico com uma viagem que segundo ele, levaria 60 a 90 dias, se ele optasse por não usar a vela. O barco foi encontrado seis meses depois na costa da Irlanda, sem Bas Jan Ader. Por isso que quando se pesquisa sobre a obra do artista nos deparamos com o seguinte dado: 1942,Winschoten, Holanda-1975, desaparecido no Oceano Atlântico



Este é mais um outro fato que enquadra aos seus trabalhos. Com essa história insólita, louca, sem final, tipo aquela historia de "bozena", você não sabe se ri, ou se chora. O mesmo riso de tristeza ou, a tristeza cômica, está presente em sua obra.


Assim se observa em seu trabalho que mais nos atraiu, o vídeo Broken Fall [geometric] (Queda interrompida [geométrica]), de 1971. Com apenas 1 minuto e 50 segundos, o vídeo silencioso de Jan Ader consegue te tocar de forma simples, e provocar um misto de emoções. Neste, ele se movimenta conforme a força do vento, como as folhas dos arbustos ao seu lado. Instantaneamente pensamos em nossa impotência frente as forças da natureza
Em uma espécie de metáfora visual, Jan Ader expõe a fragilidade humana, despertando aquele sentimento de melancolia, dúvida e solidão que acompanha a nossa existência. Então, de maneira inesperada, ele deixa-se levar de vez pelo vento. Aquele sentimento dramático que aos poucos te consumia, é rompido, e ele te faz rir. O "susto" é essencial para o vídeo, pois talvez este expresse resumidamente a forma como o artista percebia a vida: frágil e inesperada.



Em seu trabalho Nithfall 1971, é composta pela metáfora desta noite sem saída, em que "a corrente anônima do ser invade, submerge todo sujeito, pessoa ou coisa". A escuridão preenche o espaço noturno como um conteúdo; ele está pleno, mas  pleno de nada e tudo. A escuridão, como esta presença da ausência "é o evento impessoal, a-substantivo, da noite e do há".É o há "essa 'consumição' impessoal, anônima, mas inextinguível do ser, aquela que murmura no fundo do próprio nada. O há, em sua recusa de tornar uma forma pessoal, é o 'ser em geral".

O vídeo torna-se a alegoria da queda do artista na escuridão da outra noite, de onde não poderá mais sair, lugar do completamente outro mais próximo, do completamente desconhecido mais conhecido, lugar de angústias por excelência. Profundo né?

Então como diria Jan:


"Quero fazer uma peça em que vou até

os Alpes e converso com uma montanha.

A montanha falará de coisas que são

necessárias e sempre verdadeiras, e

falarei de coisas que são verdadeiras às

vezes,acidentalmente."



Thaís Vallenci, Igor Zanon e Bruna Cristina

Bibliografia:

http://www.anpap.org.br/anais/2012/pdf/simposio7/ricardo_mari.pdf



domingo, 3 de março de 2013

30ª Bienal de São Paulo – A iminência das poéticas – Seleção de obras




Tá sabendo da nova?
O palácio das artes, abriu as portas para receber um recorte da 30ª Bienal de São Paulo – A iminência das poéticas – seleção de obras.

Belo Horizonte, cidade com maior número de obras, é a primeira a receber a itinerância da exposição que passará ainda por Juiz de Fora, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Bauru, Campinas, Araraquara e São José do Rio Preto.
Já é a segunda vez que BH recebe a intinerancia da exposição. A primeira foi em 2011 recebendo mais de 60 mil pessoas visitaram a exposição. Quem lembra levanta a mão!?
Pois então, no Palácio das Artes, estarão expostas as seleções de portfólio dos artistas: Fernand Deligny (França), Absalon (Israel), David Moreno (EUA), TehchingHsieh (Taiwan), Allan Kaprow (EUA), Horst Ademeit (Alemanha), Arthur Bispo do Rosário (Brasil), Nydia Negromonte (Brasil), Ian Hamilton Finlay (Escócia), Sheila Hicks (EUA), Elaine Reichek (EUA), Bas Jan Ader (Holanda), Nino Cais (Brasil), Sigurdur Gudmundsson (Islândia), JiříKovanda (República Tcheca), Alfredo Cortina (Venezuela), Saul Fletcher, Cadu (Brasil), Sofia Borges (Brasil), Hreinn Fridfinnsson (Islândia/ Holanda), Runo Lagomarsino (Suécia), Paulo Vivacqua (Brasil), Rodrigo Braga (Brasil), Andreas Eriksson (Suécia), Odires Mlászho (Brasil), Moris (México) e Fernando Ortega (México).

Tá querendo saber mais sobre? Entre nesse site: click aqui


Você não vai querer ficar fora do assunto mais falado entre as pessoas bonitas elegantes e sinceras. Então corra para visitar, porque dia 18 de março, já será tarde!

(Thaís Machado e Igor Zanon)